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Treinador de goleiros ficou cinco anos no Japão

17 de maio de 2017 - Entre idas e vindas, Ítalo Baraldi está no XV de Jaú desde 1993

 

Imprensa

 

Ítalo Baraldi Neto e XV de Jaú tem uma longa história de afinidade. Em 1993, quando tinha 13 anos, iniciou nas categorias de base do Galo. No mesmo ano, foi campeão da Taça Brasil, após derrotar o Criciúma na final. Em 1996, Cilinho, então técnico do XV e reconhecido pelo excelente trabalho com meninos da base, dizia que ele seria o novo Marola, goleiro com destaque no cenário nacional e com início no XV.

 

Mas com apenas 22 anos, em 2001, Ítalo se retirou dos gramados. Iniciou estudos na faculdade de Educação Física. Conciliava os estudos com a nova profissão: treinador de goleiros. “Em 2002, fui convidado pelo Leandro Campos (treinador do XV na época) a auxiliar o treinador de goleiros, João Luiz Tegon. No mesmo ano, o João recebeu uma proposta para ir trabalhar no Mogi Mirim, e assumi no lugar dele”, conta.

 

 

Ítalo foi jogador do XV de Jaú nas categorias de base. FOTO: Acervo Pessoal.

 

 

Hoje é treinador de goleiros do time profisisonal do XV de Jaú. FOTO: Tiago Pavini/Assessoria de Comunicação XV de Jaú.

 

 

Ficou no cargo até 2004. Dentre os diversos alunos, foi o primeiro treinador de Walter, atualmente goleiro do Corinthians. Em maio daquele ano, o XV de Jaú precisava apenas de um empate diante do já rebaixado São Carlos para avançar à segunda fase do Campeonato Paulista Série A3. O XV de Jaú foi derrotado, e eliminado da competição. Mas, naquele momento, Ítalo já estava longe do interior paulista: estava pousando na cidade de Shizuoka, no Japão.

 

 “Tinha dois amigos no Japão que estavam no time do Shizuoka Gakuen: o treinador de goleiros, Adauto Masson, e o técnico da equipe, Níveo, também ex-jogador do XV. O Adauto recebeu uma proposta, saiu do time e me indicou para seu lugar. O pessoal veio do Japão e ficou dois dias em Jaú só para conversar comigo. Aceitei”, relembra.

 

Ítalo entrou para a lista de brasileiros que foram até o Japão na função de treinador de goleiros ao lado de grandes nomes, como Mazzaropi (ídolo no Grêmio) e Zé Mário (seleção Japonesa).

 

 

Ítalo treinando goleiros no Shizugaku. Clube adotou emblema e cores do XV de Jaú. FOTO: Acervo pessoal.

 

 

 

BASE NO JAPÃO
Ítalo chegou ao Shizuoka no início da temporada. Ficou na casa do Níveo durante duas semanas antes de se mudar para um apartamento. O técnico Níveo o auxiliava com o idioma, mas ele já conhecia algumas palavras. “Quando eu estava no XV de Jaú, tinha muitos jogadores japoneses no clube. Então a gente ia aprendendo algumas coisas, já tinha uma noção”, fala.


Shizuoka Gakuen (ou apenas Shizugaku) é uma equipe de futebol universitário no Japão. Por coincidência, é a equipe em que o atacante Kazu, maior ídolo do futebol japonês e com passagem pelo XV, teve início. Em homenagem ao XV de Jaú, o time japonês adotou o escudo e as cores do Galo da Comarca. “O futebol universitário é muito forte no Japão, é de onde vai sair os jogadores para a J-League”, fala Ítalo. Ele treinava jogadores entre 15 e 20 anos de idade. Um deles foi Sugiama Riki Hiro, goleiro titular absoluto nas categorias de base da seleção Japonesa.

 

 

Ítalo (na extrema direita) orienta jogadores ao lado do técnico Ida Massamichi. FOTO: Acervo pessoal.

 


No Japão, Ítalo conseguiu levar o conhecimento do futebol brasileiro. “Principalmente a parte técnica e os fundamentos. O goleiro japonês, por exemplo, tinha dificuldade em fazer reposição com os pés, não fazia o movimento correto”, fala.

 

Ítalo ficou cinco anos no Japão, no mesmo time. Retornou ao Brasil em 2009. Teve passagens novamente pelo XV de Jaú, entre 2009 e 2011 e 2013. Agora, é treinador de goleiros do Galo desde o ano passado. Mas ele trouxe do Japão um aprendizado: a disciplina. “É algo que procuramos nos espelhar, o japonês é um povo muito disciplinado. Não atrasavam nos treinamentos, faziam tudo o que pedíamos”, fala.

 

Ao lado direito do Ítalo, está Sugiama Riki Hiro, com passagens pela seleção japonesa. FOTO: Acervo pessoal.

 

 

Em 2013 e 2016, com o Ítalo na comissão técnica, o XV de Jaú bateu na trave para conquistar o acesso e sair da Segunda Divisão paulista. Em outubro deste ano, ele espera estar comemorando a classificação para a Série A3. “Novamente a cidade abraçou o time. Sou funcionário do clube, mas antes de tudo sou um torcedor. Esperamos conseguir o tão sonhado acesso”, conclui.

  

 

 

 

Tiago Pavini/Assessoria de Comunicação XV de Jaú

 

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